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148 respostas neste tópico
 #136
Sem orgulho, digo que joguei por inteiro Shiny Days, a versão mais calma do School Days. Não tem muito o que falar, é a mesma merda, só que sem os finais que alguém morre e com muito mais putaria.

Ainda não sei porque eu joguei, mas ¯\_(ツ)_/¯
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 #137
Grisaia no Kajitsu

Depois de tanto tempo eu finalmente comecei. Primeiramente queria comentar as MS(não sei se ainda chamam isso assim) do jogo, os sons de fundo. Não me refiro a música e sim aos efeitos, como pessoas andando, ossos estalando, torradas sendo mordidas. Foi logo de cara a primeira coisa que me impressionou na VN, é tudo muito bem feito e bem colocado. Enquanto pode parecer bobagem enquanto não se presta atenção são detalhes como esse que conseguem criar a verdadeira sensação de imersão num jogo. A capacidade de sentir que você está lá no local observando a situação de perto.

Depois disso o segundo ponto positivo é o senso de humor dos personagens. Bem no comecinho do jogo lá na primeira situação eles já me conseguiram fazer rir alto quando o policial pergunta "Com quem você está indo se encontrar" e o Yuuji responde "Com a sua mãe". ~Poi

E então depois de apresentar o protagonista e sua personalidade dando traços esburacados sobre seu passado veio a apresentação das heroínas. A Sachi é uma fofa e a segunda melhor garota, da pena dela as vezes coitada. Ela é tão dedicada <3. A Amane eu ainda preciso de mais encontros pra julgar, ainda não consigo dizer se ela tem algo em mente e está armando situações ou se ela é assim mesmo. A Makina... Socorro tirem essa criança irritante do jogo por favor. Que mina chata pqp. Pra piorar ainda tem Androfobia vtnc. Apesar da Makina ser uma vadia esse jogo ainda conseguiu gerar uma garota pior e o premio de worst girl vai para a Sakaki. Sério gente cês são muito masoquistas cara. Pra gostar da Sakaki tem que curtir se churrascar também pq né. E cofcof pera ai que eu vou até começar um paragrafo novo só pra ela.

Michiru casa comigo sua linda. A mina é engraçada, manja dos menes, deseja a todas as inimiga vida longa, sabe fazer exercícios vocais, o que mais um homem pode querer numa mulher? Vai herdar o título da Lemon-chan em breve. E sem querer entrar em assuntos polêmicos mas já entrando eu sinto que a existência da Makina é única e puramente pra Michiru não ser considerada loli #selodepolemicaaqui

Spoiler: Tsundere Power  
[Imagem: IKu2kWQ.jpg]
[Imagem: A1IeopN.jpg]
[Imagem: qBGSy0U.jpg]

Outra consideração que eu queria fazer sobre a VN é quanto ao protagonista. Um certo pessoal ai que jogou Fate e saiu daqui concordava comigo nesse quesito*cof*. Existe um problema em Fate que na verdade não é propriamente do jogo e sim de expectativa do jogador. Algumas pessoas, eu incluso, quando jogam uma VN buscam se colocar no lugar do protagonista e ver toda a historia em primeira pessoa como se você, o jogador, fosse mesmo quem está lá. Porém não é sempre que da pra se projetar num protagonista, principalmente quando ele tem uma personalidade que seja extrema. Esse inclusive é o motivo da maior parte dos protagonistas serem pamonhas sem personalidade, pra facilitar que leitor se projete nele. E no caso do Shirou, por exemplo, é bem difícil fazer isso visto que o Shirou é um idiota. É difícil se projetar numa pessoa retardada. E enquanto esse não é o caso do Yuuji ele ainda tem certas atitudes que necessitam de muita força de vontade pra exercer. Isso ajuda a criar situações engraçadas no jogo mas ao mesmo tempo é agoniante quando você não tem uma opção quanto a maneira de agir e o personagem começa a fazer "sozinho" coisas que você nunca faria e nem gostaria que ele fizesse.

_______________________________________________________________________

Ah sim, já ia esquecendo. Isso deve ser óbvio pro resto das pessoas mas eu não sabia que a arte de cada garota era feita por um artista diferente. Prova de que ficou bom e não chama atenção por ser diferente. Ainda no quesito sprites outra coisa muito engraçada da Michiru e ajuda pra caramba a passar na integra a personalidade dela é a quantidade maior de sprites que ela tem e como ela alterna entre eles toda hora sem parar. As outras garotas falam normal, igual a maioria das pessoas da vida real fala. Mantendo uma posição com o corpo, gesticulando de vez em quando. Mas no caso da Michiru ela é muito agitada e isso é passado no jogo da melhor maneira possível fazendo com que o sprite dela mude a praticamente toda fala mostrando quando ela está inquieta. Além disso essa imagem também cria uma reação pela falta. Quando ela começa a não agir muito assim, os sprites começam a não se alterar entre si com muita frequência é um sinal que a própria VN da de que tem algo errado, de que ela está triste ou desanimada.
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 #138
O Fruto da Grisaieira

Seria bom ter um tpc pra evitar múltiplos posts aqui, ein Best. Whistling

Joguei mais um pouco e é hilario a maneira como o Yuuji vê o mundo por causa do passado dele. A parte que a Bosta Monstro Jr, apelidei a Makina assim temporariamente, pede uma historia e o Yuuji começa a contar um conto de terror militar foi hilario. Ela se mijou literalmente -q

Spoiler:  
[Imagem: eA8xBQt.jpg]

A Bosta Monstro Jr também começou a me chamar de Onii-chan, estou confuso. Mas parando de falar de personagens secundários não importantes vamos focar nas melhores garotas. A Sachi preparou mesmo o festival do macarrão no bamboo -q
Deve ser horrível e é idiota de qualquer angulo que tu olhe mas deu vontade de tentar. Eu já comi esse macarrão, só não foi competindo pra pegar no bamboo e foi horrível. É gelado e sem gosto mas parece ser um evento emocionante tentar pegar aquilo com o hashi.

A Amane ainda é muito difícil de julgar, eu parei exatamente na parte em que o Yuuji vai tentar descobrir o passado dela e enquanto eu não conseguir saber se ela tem um motivo pra agir desse jeito não da pra ter certeza se ela é uma boa pessoa ou não. Sei lá, chuto que ela tinha um irmão mais novo que morreu ou algo do tipo. E cara a Michiru é muuuito best girl pqp. Ela defendendo que a coragem dela não é de uma pulga e sim de uma mosca me fez morrer de rir.

Spoiler:  
[Imagem: 7oPAFjP.jpg]
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 #139
Grisaia no Kajitsu

Eu não costumo postar sobre coisas que vejo ou jogo, mas já que ler essa VN está sendo uma experiência um tanto única, eu achei que seria interessante comentar sobre alguma coisa.

Eu não tenho muito como comparar com outras VNs por que eu só li uma além dessa, mas eu gosto bastante de como tudo é feito. Eles usam bastantes efeitos visuais e sonoros, e a arte é muito bonita também. Em termos de história, bem, eu acho que ainda estou no começo (Umas 5 horas, assumo), mas eu resolvi ler uma VN por querer algo bem tranquilo e divertido, e até agora Grisaia está sendo exatamente assim. Apesar de falarem que fica mais sério depois.

Ainda não teve nenhuma escolha, aliás, o que é incrível pra mim. Eu tinha visto uma tag no vndb que tinham poucas escolhas, mas wow.
Não que seja um problema.

Aproveitarei pra dar minha opinião sobre os personagens também.

Protagonista - No início eu achei ele um smartass sarcastico e desinteressante, mas até que ele é meio engraçado. Ele age de uma forma bem "badass pegador de mulher que não tem medo de nada", o que não me agrada muito, mas é melhor do que um protagonista sem graça e sem personalidade, e suponho que muitas das ações dele sejam necessárias pra desenvolver a história e os personagens, então não posso reclamar.

Amane - Eu costumava achar ela legal e engraçada, mas ela vive grudada no protagonista, então estou começando a cansar dessa personalidade amável que eu aposto que será revelado como algum tipo de "máscara pra esconder a tristeza da vida horrível dela", mas que seja. Ela tem boobs bonitos.

Sachi - Provavelmente minha favorita, ela é bem tranquila e gentil com todos. A forma que ela leva tudo à sério é hilário pra mim, mesmo que ela em si seja um tanto sem graça. O jogo não me deu a oportunidade de falar muito com ela ainda, mas imagino que será interessante.

Sakaki - Essa garota ganha o prêmio de asshole do ano e ainda estamos em 3 de janeiro. Ela odeia a minha existência por motivo nenhum (Deve ter um motivo, mas aposto que é algo idiota) e sempre que ela aparece eu tenho que aguentar ler o diálogo dela e do protagonista, dois personagens com um ego enorme. Ela provavelmente vai parar de me odiar um dia, mas eu preferia que o protagonista só esquecesse que ela existe mesmo.

Michiru - Uh, eu não entendo essa garota desde o segundo em que ela apareceu. Ela parece tentar fazer um papel de tsundere por algum motivo que nunca é explicado. Ela também bebe coisas azedas e faz outras idiotices por motivos que não entendo. O jogo fez questão de me mostrar que ela é literalmente retardada, então eu só espero mais coisa sem sentido dela. Ela até que é meio engraçadinha, mas no fim eu não consegui ter nenhum interesse.

Spoiler: Imagem  
[Imagem: uMQkL5K.png]

Makina - Não tenho opiniões muito fortes sobre ela. É apenas uma criança confusa, assim como eu. Ela só existe, sem ser particularmente engraçada, fofa, ou irritante.

De qualquer forma, estou gostando bastante até agora. É algo que leio pra relaxar no fim do dia, mesmo que acabe me dando sono. Espero que continue tranquilo assim.
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 #140
Stellaren

Enquanto tô sem tempo pra jogar Steins;Gate, baixei essa VN simplesinha no tablet pra jogar enquanto estou no ônibus/metrô e não tô a fim de ler um gibi ou mangá.

É uma VN bem simples mesmo. Trilha sonora repetitiva, personagens parecidos (não visualmente, mas sim nas poses e tal), como acho que deve ser qualquer VN simples pra Android. Mas a história é bem bacana.

É meio que um sci-fi com aventura e drama. Se passa num futuro onde a Terra  e toda uma parte do sistema é controlada por um Neo Conglomerado Galático (o NGC), e o espaço é meio que "dividido em dois". O lado do NGC, e outro composto por colônias e planetas desabitados ou desolados, onde tem os Coloniais Rebeldes.

O protagonista se chama M, é um mecânico de ferro velho que vive na colônia NGC-13, e os pais dele morreram há 8 anos. Ele tem uma amiga chamada N (que é tipo uma irmã pra ele), e os dois acabam se envolvendo numa treta e vão parar sem querer dentro de uma nave colonial que estava de partida. Lá eles conhecem a K (capitã da nave), a B (sub-chefe e treinadora), etc, e acabam se envolvendo nos problemas da nave.

Tem uma mecânica de combate bem simples (jogo de navezinha onde você tem que destruir a nave inimiga sem bater nos asteroides), mas isso é bem chato perto da história, que apesar de ser curta e bem simples, até que diverte  Icon_razz

Enfim, passou bem o meu tempo. Me deixou entretido, dei umas risadas (tem uns momentos bem engraçados até), fiquei angustiado com algumas situações (coisas das batalhas mesmo), e o final deixou um gancho maneiro pro Stellaren II (que já baixei, inclusive). Relevando a simplicidade da trilha sonora, dos cenários e da mecânica de batalhas, até que é bem legal.
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 #141
Steins;Gate 0

Joguei este após jogar o Steins;Gate original. Devo dizer que se ele não é tão bom quanto o original está bem perto dele, mas tem uma pegada um pouco diferente.

Se alguém pretende jogar, já vou avisar de uma vez: o jogo não é tão fixado nas viagens temporais e explicações científicas quanto o primeiro. Sim, elas ainda estão lá e são uma parte importante do plot, mas não são mais controladas pelo protagonista, nem são o objetivo dele por grande parte das rotas e os shifts de linha temporal ocorrem em momentos aparentemente random, mas é explicado o porquê disso depois.

Dito isto, o jogo tem uma parte psicológica deveras melhor que o primeiro. Pra quem jogou o primeiro jogo, deve saber que Steins;Gate 0 ocorre com base na timelines Beta em que
Spoiler: Spoiler do final de Steins;Gate  
a Kurisu morre pelas mãos do Okabe após ele falhar ao voltar ao passado na máquina do tempo e ele desiste logo em seguida, a Mayuri fica viva e a WW3 ocorre
e sendo assim, uma grande parte do jogo é dedicada a mostrar o sofrimento do Okabe devido ao fato ocorrido, o trauma que ele desenvolveu e ademais. Tu percebe que ele realmente mudou quando abandonou a persona de Hououin Kyouma devido à tragédia que ocorreu e tem ataques de PTSD por vezes. Claro que nas rotas que realmente importam pra história ele supera isso e tal porque o True End do Steins;Gate original tem que ocorrer mas o jogo realmente consegue repassar bem os problemas pelos quais ele tá passando pro leitor. O primeiro tinha o que ocorria na segunda metade da história que era bom também e tinha um forte impacto devido à proximidade que o jogo cria com as personagens mas eu achei a atmosfera de Steins;Gate 0 mais bem feita e profunda que a do primeiro.

Outra coisa interessante é que o jogo várias vezes muda o ponto de vista do personagem. No primeiro tu só via o que o Okabe pensava, aqui tem horas em que foca na Suzuha, na Maho e na Kagari, dentre outros. Isso contribuiu pra caracterizar e desenvolver as personagens melhor.

Uma coisa engraçada é que eu perdi um plot twist no caminho pro True End porque não reconheci o rosto de uma personagem, mas pelo que vi pela internet a fora foi só eu mesmo que não percebi então creio que foi culpa minha mesmo por estar com sono.

No geral, eu achei Steins;Gate 0 praticamente no mesmo nível do original salvo pelo True End meio ambíguo, mas no fim das contas ele cumpre bem seu papel de explicar o que veio a explicar e tem aspectos que são bem melhores que o primeiro. Só fico em dúvida como vão adaptar pra anime mesmo, porque pro True End ocorrer é necessário um trigger de outra rota, e no anime só vai dar pra fazer isso de forma fiel ao original se eles adaptarem duas rotas do jogo.
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 #142
Steins;Gate
Joguei essa VN apesar de ter outras na fila devido a uma troca que fiz com o @Shadow.

Eu simplesmente adorei a VN. Colocaria ela no mesmo nível das obras da Type Moon.
E sim, eu disse colocaria. Não coloco. Irei explicar o motivo.

Steins;Gate possui uma narrativa excelente. Todo o texto tanto dos diálogos, conflitos, pensamentos, eventos científicos, etc.. S;G é uma ótima leitura.
Os personagens são ótimos, cada um com uma personalidade destacável, extremamente queridos, sem exceções.
A trilha sonora é maravilhosa, todas as músicas são peças as quais colocaria na minha playlist do celular para ouvir em momentos de transporte.
As rotas mostram conteúdos muito legais e que desenvolvem com satisfação cada personagem da VN.

Agora, ao motivo de eu na prática não colocar em definitivo no nível da TM. Na verdade, clarificar uma parada: em termos imparciais, S;G é igualmente bom as obras da TM, nunca negarei isso.

Mas, parcialmente falando, ai complica. Alguns poderiam acusar que seria o fato de eu não gostar da Kurisu, mas não é isso. É por dois motivos que me influenciam demais numa VN, considerando o potencial desse gênero: um, por desvalorizar demais as rotas alternativas (ainda que tenha uma lógica válida pra isso), tornando o jogo, na prática, linear; e pelo fato do final ser infantil.

Não exatamente INFANTIL como discovery kids, infantil no sentido de ser um final mais focado em fazer um show do que passar alguma mensagem. E não estou falando que eles não tinham o que passar, tinha diversas coisas que poderiam ocorrer, com um final um pouco mais trágico, quem sabe.

Claro, o final é excelente, não reclamo dele e acho que é difícil fazer outra coisa. Mas seria desonesto da minha parte fingir que eu não prefiria um final sei lá, com o Okabe morto ou quem sabe com algum desenvolvimento de que, apesar do Okabe ter salvado todo mundo, existem pessoas que viveram em outras timelines e que por causa disso tiveram que morrer. Ou ainda, o que os amigos do Okabe seriam em comparação a tudo o que ocorreu na história humana e que serviram de base para a contemporaneidade ser o que é? Não sei ao certo se são questões profundas demais ou irrelevantes, mas isso é o que sinto.

Para todos os fins recomendo a VN para qualquer pessoa. É uma ótima VN entry level, com um bom material inclusive para pessoas que ainda não conhecem a cultura otaku e que desejam conhecer.
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 #143
Euphoria

Devido a natureza de algumas coisas (e não estou falando da vn), serei sucinto:

Achei soft.
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 #144
Não é exatamente "playing", mas já que n existe um tópico de "NOVIDADES DE VISUAL NOVELS" vai aqui mesmo:

Essa nova VN da Key teve sua data de lançamento (no Japão) anunciada:

Summer Pockets vai sair dia 29 de Junho de 2018.



Notícia inteira aqui (Siliconera).

KANAHANA AAAAAA
Preciso nem dizer que eu adorei a Loirinha de olho verde né

isso vai sair na semana do meu aniversário!!!!
Estou mto interessado nisso tbh
Responder
 #145
(27/12/2017, 16:58)Best Escreveu: Não é exatamente "playing", mas já que n existe um tópico de "NOVIDADES DE VISUAL NOVELS" vai aqui mesmo:

Essa nova VN da Key teve sua data de lançamento (no Japão) anunciada:

Summer Pockets vai sair dia 29 de Junho de 2018.

Link youtube: http://youtu.be/_elkkYyKvaY?html5=1

Notícia inteira aqui (Siliconera).

KANAHANA AAAAAA
Preciso nem dizer que eu adorei a Loirinha de olho verde né

isso vai sair na semana do meu aniversário!!!!
Estou mto interessado nisso tbh

Se essa VN não tiver tradução oficial anunciada pra inglês num período de um ano culpe o @Seakull. O cenário de tradução oficial de VNs tem estado bem diferente do que era e se Little Busters da Steam tivesse vendendo uma quantidade notavel pra chamar a atenção dos chefes japas eles colocariam pressão nos tradutores de Angel Beats pra terminar logo e poder anunciar tradução disso. Vide o que ta rolando com Rance que desde que saiu tem sido a VN mais vendida todo mês na mangagamer e os caras tão negociando trazer os 6 jogos que ainda não vieram.

(27/12/2017, 16:58)Best Escreveu: Não é exatamente "playing", mas já que n existe um tópico de "NOVIDADES DE VISUAL NOVELS" vai aqui mesmo:

Essa nova VN da Key teve sua data de lançamento (no Japão) anunciada:

Summer Pockets vai sair dia 29 de Junho de 2018.

Link youtube: http://youtu.be/_elkkYyKvaY?html5=1

Notícia inteira aqui (Siliconera).

KANAHANA AAAAAA
Preciso nem dizer que eu adorei a Loirinha de olho verde né

isso vai sair na semana do meu aniversário!!!!
Estou mto interessado nisso tbh

Se essa VN não tiver tradução oficial anunciada pra inglês num período de um ano culpe o @Seakulll . O cenário de tradução oficial de VNs tem estado bem diferente do que era e se Little Busters da Steam tivesse vendendo uma quantidade notavel pra chamar a atenção dos chefes japas eles colocariam pressão nos tradutores de Angel Beats pra terminar logo e poder anunciar tradução disso. Vide o que ta rolando com Rance que desde que saiu tem sido a VN mais vendida todo mês na mangagamer e os caras tão negociando trazer os 6 jogos que ainda não vieram.
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 #146
Grrr reactions only

Porra @Seakulll

Duvido mto q vá ter lançamento internacional. Se LB, que é o maior título deles, levou quarenta anos pra sair...

Podemos esperar uma fanTL mas sem mta esperança
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 #147
Terminei Umineko no Naku Koro ni e vamo falar sobre.

Eu devo admitir que é não só uma das melhores obras de mistério que li até hoje como também também uma das mais diferenciadas e, ao mesmo tempo, uma das melhores VNs. A história consegue ser um bom mistério, um bom romance, uma boa crítica a mistérios ortodoxos (no Chiru) e uma obra com uma atmosfera extremamente bem-feita ao mesmo tempo. Tinha diversos momentos no jogo em que eu ficava apreensivo de saber o que tinha do outro lado de alguma porta trancada de tão boa que a narração era e de tão bem que a OST e os efeitos sonoros complementavam. Aliás, a OST por si só é uma coisa linda. Daria pra eu ficar dias escutando a OST de Umineko que eu não enjoaria de tão bem feita que é. E cada música complementa as cenas em que toca perfeitamente. Só a atmosfera da VN é tão boa que eu já recomendaria independente da história ser boa ou não. Felizmente, a história também é boa.

Aliás, apesar de ser um mistério em base, a história tem bastante coisa incomum pra um mistério ortodoxo. Romances entre personagens e dramas familiares são bem presentes na história, como forma de te dar dicas sobre os motivos dos assassinatos (geralmente mistérios ortodoxos não se focam em nada no whydunit, sendo este revelado em confissão do culpado e sem ter foreshadowing anteriormente). No Chiru, o jogo parece criticar fortemente mistérios ortodoxos de diversas formas por meio de certos personagens como a Dlanor e o Willard. Isso para não falar na própria resolução que é feita de uma forma bem original e artística e que foge bastante do padrão do gênero, e do EP8 que é mais focado em passar uma mensagem referente ao valor da verdade que em fazer mistério por si. Eu diria que Umineko chega a ser mais um "estudo de mistérios ortodoxos e sua relação com o gênero fantasia" que um mistério ortodoxo por si, mas ele ainda é bem competente como mistério moderno de qualquer forma. E até as partes mais "fantasia" da história são geralmente legais de se ver e bem contextualizada tendo em vista certas regras que o jogo estabelece que permitem ele colocar fantasia no meio sem jogar o mistério fora.

A história de Umineko é dividida em oito "episódios", tendo cada episódio após o término de sua main story um "Tea Party" e um "????" (Witch Tea Party) para complementar e só terminando após a leitura desses. A seguir falarei um pouco sobre cada episódio. Não tem nenhum major spoiler do tipo O CULPADO É X E ELE COMETEU O CRIME POR MOTIVO Y E DE FORMA Z, mas tem um pseudo-resumo bem generalizado do que ocorre em cada um e talvez alguns minor spoilers dependendo do quão fresco você for então botarei em tags.

Spoiler:  
O EP1 (Legend of the Golden Witch) tem uma aura de mistério sensacional, com direito a uma das melhores ambientações que já vi em qualquer obra e também uma escrita boa pra caralho. Apesar dele ter uma quantidade de exposição bem grande no início pra te familiarizar com a família, os serviçais e o médico e as tretas, amores e amizades que rolam entre eles, tudo isso é feito de uma forma bastante bem-feita, e quando começam os assassinatos ele fica ainda mais brilhante. A atmosfera criada pelos efeitos sonoros e pela OST é boa do início ao fim. Este último fator na real é verdade pra todos os outros capítulos praticamente.

O EP2 (Turn of the Golden Witch) começa a introduzir conceitos mais incomuns a mistério à obra, como o "meta world", um "mundo superior" onde o protagonista (Battler) e a antagonista (a bruxa Beatrice) competem num jogo de lógica tendo como centro os acontecimentos dos dois dias em que ocorrem os assassinatos em Rokkenjima, em que o primeiro deve negar a utilização de magia nos assassinatos que ocorrem no mundo real em diversos "fragmentos" (mundos paralelos) diferentes (sendo cada fragmento o foco de um episódio), mostrando uma linha de lógica que só utiliza meios realistas de alguém fazer um assassinato e uma closed room de forma a negar a existência da Beatrice, e a segunda counterar as teorias dele com Red Truths, que são basicamente fatos do que ocorreu nos crimes sendo confirmados, para convencê-lo de que eles só poderiam ser feitos com magia. Bem no comecinho ele também tem um subplot de romance entre Shannon x George e Kanon x Jessica, bem como caracteriza bem os dois serviçais mencionados e mostra os dilemas e problemas pessoais que eles enfrentam. Depois disso ele também mostra um pouco da relação entre a Maria e sua mãe, Rosa, que mostra claramente que Rosa é uma das piores mães do mundo - não que alguém ainda tivesse dúvida depois de algo que ocorre no EP1. Depois disso, ele volta a repetir os assassinatos, mas de formas e com ordens diferentes do EP1, e dessa vez, com a "magia" enganando a Battler - e ao jogador - e as Red Truths como guia.

O EP3 (Banquet of the Golden Witch) tem alguns dos puzzles de closed room mais interessantes do jogo (destaque para a Red Truth Web bem no fim do episódio) e é no geral praticamente tão bom quanto o EP1, apesar de ter duas das personagens mais irritantes que eu já vi (as Chiester 45 e 410) que por sorte não aparecem tanto. É um dos epis mais importantes para o jogador entender como o jogo funciona, pois uma das personagens (Virgilia) literalmente diz a você por meio de uma metáfora sobre a natureza da magia do jogo. Ao menos tem o Ronove, best butler dublado pelo fodendo TOMOKAZU SUGITA, e a Virgilia pra compensar.

Um dos pontos que eu diria ser bem original de Umineko, inclusive, e que é um dos focos do episódio 3, é que ele consegue ser uma história que mistura mistério com magia e fazer isso certo sem ficar estranho ou deixando de ser um mistério convencional. Normalmente histórias com magia no meio seriam fantasia e não mistério, já que um mistério - ao menos na definição ortodoxa - não pode ter elementos sobrenaturais, mas Umineko justamente pega essas definições de fantasia e mistério e brinca com elas, colocando a magia na história como uma "ilusão" do que ocorre sendo mostrada ao jogador e ao Battler. Sendo assim, a magia por vezes é uma mentira embelezando a verdade, e por vezes é uma metáfora, sendo o jogo de lógica entre os personagens sendo basicamente uma espécie representação de um conceito "fantasia" e "anti-fantasia".

Enfim, continuando... O EP4 tem puzzles praticamente inexistentes antes do seu final e do Tea Party mas compensa isso com a side story da Ange (irmã do Battler) mostrando o que ocorreu com ela após os acontecimentos em Rokkenjima e mais cenas mostrando o quanto a Rosa é uma péssima mãe e a Maria deve ser protegida daquela filha da puta. Ele também introduz mais uma regra ao jogo de lógica do Battler com a Beatrice.

No EP4 termina Umineko, e no EP5 começa Umineko Chiru. Umineko Chiru começa a se distanciar um bocado da fórmula de mistério presente nos EP1-4, com alguns episódios terminando com ele pela metade, o EP7 sendo totalmente diferente dos outros e o EP8 nem tendo mistério. Além disso, em diversos momentos o autor coloca elementos na história que parecem ser críticas a mistérios ortodoxos.

O EP5 introduz uma das melhores personagens do jogo (senão a melhor), Erika Furudo, que é basicamente a "detetive" da história. Ele também introduz uma personagem representando o decálogo de Knox, Dlanor A. Knox, junto a suas duas assistentes, Gertrude e Cornelia, que servem como sidekicks de Erika por este episódio e pelo próximo. A caracterização da Dlanor em momentos que ela não está fazendo parte do jogo (em que ela é até bem simpática) lembra às vezes um robô sem sentimentos, às vezes um religioso que caça bruxas, e parece ser uma crítica ao próprio Decálogo, considerado um guia mínimo de "como fazer um mistério ortodoxo", que era levado extremamente sério durante a Golden Age mas não hoje em dia. O jogo em boa parte coloca o decálogo sendo usado de uma forma que só piora as situações pros objetivos do protagonista da história, e a própria Erika, que pede a ajuda da Dlanor, demonstra ser uma detetive que só se importa em revelar supostas verdades sem se importar com a repercussão ou produto de tal ato, sendo mais ou menos uma deconstrução de detetitives clássicos. (Also, trivia: o próprio Knox não usava o seu decálogo ao escrever histórias e isso é referenciado no jogo com o narrador falando que a Dlanor "matou o próprio pai".

O EP6 inteiro é um mix de romance entre vários personagens e duelos por amor com um jogo de lógica entre Battler e Erika. É um dos episódios com MAIS DICAS do jogo por meio de metáforas e qualquer pessoa que queira resolver o whodunit antes da hora deve prestar bastante atenção no que ocorre aqui. Também tem uma das melhores cenas de trollagem da Erika, que age de forma ainda mais cruel e troll nesse capítulo. E também tem uma das melhores cenas de comédia não-intencional com o Battler. Infelizmente as partes de romance e do duelo são meio chatinhas às vezes pelo pacing arrastado, mas ainda são importantes então atenção.

O EP7 é o melhor episódio do jogo pra mim e basicamente a "resolução" do mistério, só que o padrão de como tal "resolução" é feita difere totalmente de outras obras de mistério, sendo quase que completamente feita por metáforas (usando magia em partes, inclusive) e o autor meio que mistura isso com mais críticas a mistérios clássicos/ortodoxos. O "detetive" da vez é Willard H. Wright, um dos homens mais lindos do jogo e com certeza muito mais competente que Battler, que assume o papel de protagonista neste jogo, desvendando diversos dos mistérios só de conversar com os personagens e sabendo do que ocorreu nos episódios anteriores. O autor também crítica bastante a falta de atenção a whydunits em mistérios ortodoxos por meio do personagem, tal como fez com a Dlanor no EP5 e EP6 em relação a Knox, uma vez que mistérios ortodoxos não costumam apresentar possíveis motivos pro whydunit antes da própria confissão do culpado. O whodunit acaba sendo apresentado com uma "mascara ilusória" nesse capítulo, e após ele contar sua história de vida (que também tem umas ilusões pra te enganar que são basicamente metáforas, mas que é fácil de você ver através delas e descobrir o whydunit), o howdunit também é resolvido por metáforas.

O EP8 (Twilight of the Golden Witch) infelizmente tem alguns probleminhas de pacing lá pela metade e isso só vai melhorar mais pro final, mas felizmente compensa isso com puzzles ótimos e um dos finais mais emocionantes que eu vi até hoje. Ele inteiro é quase que um epílogo à história (já que o mistério é basicamente "fechado" no EP7). Entretanto, a mensagem que ele passa no fim é bem forte, o Tea Party é extremamente bom e o ???? é a coisa mais emocionante do jogo e fecha a história bem demais. Ah, e tem dois finais, mas sinceramente, só considero o Magic End como verdadeiro pois ele é o que faz mais sentido pra história e temas do EP8.

Os pontos fracos de Umineko, eu diria, seriam o pacing de alguns episódios (o EP6 e o EP8 são bons, mas tem problemas da história andar mais devagar que deveria em muitas partes) e o fato de apesar da resolução do mistério ser boa, as dicas dadas são extremamente sutis e difíceis de se pegar em meio a um milhão de red herrings. Além de que no fim de tudo, se você não for esperto de interpretar metáforas nem vai entender a solução dos howdunnit e do whodunnit muito bem sem ter que ir ler na wiki ou ler o mangá (que deixa elas menos "interpretativas" e inclusive acrescenta um pouco ao whydunit).

Por sinal, pra quem vier a terminar a VN, recomendo lerem os capítulos que formam o "Confession of the Golden Witch" do mangá (que por sua vez é parte da adaptação do Twilight of the Golden Witch, mas não está presente no EP8 da VN), que são basicamente a história do culpado tintim-por-tintim e sem os frufrus que tem no jogo, e que foi confirmado pelo autor como canônico.

E quem não jogou eu recomendo altamente que jogue. É uma visual novel extremamente boa, com boa história, bons personagens e um bom valor artístico.
Responder
 #148
(25/03/2018, 20:02)Shadow Escreveu: Os pontos fracos de Umineko, eu diria, seriam o pacing de alguns episódios

Eu joguei uma parte do capítulo 1 de Umineko (não sei o quão longe eu fui, pra ser sincero. Devo ter jogado umas 4h mas como eu sou lerdo, não devo ter chego nem na metade), e isso é algo que eu consegui sentir.

O começo foi beeeeem lento. Até as coisas que pareciam ser "relevantes pro plot" (tipo os adultos discutindo "passiva-agressivamente" logo após chegar na ilha; a história da bruxa etc) foram devagar quase parando, e muitas vezes interrompidas pra voltar depois qdo vc já esqueceu doq eles tavam falando.

Assim, faz tempo pra caralho que eu comecei a jogar (sei lá, 2013?) e até hj o Zet me enche por nunca ter terminado lmao. Então é capaz de eu estar falando bobagem, tanto por memória falha como por mudança de personalidade com o passar dos anos.

Mas seu post realmente me intrigou um pouco, shadow. Essa parte do "motivo" do crime é algo interessante e que me chama a atenção. Acho que vou dar maior prioridade pra "terminar" (na real começar né) Umineko.

Quanto tempo de jogo deu pra vc, no total?
Responder
 #149
(25/03/2018, 20:51)Best Escreveu: Eu joguei uma parte do capítulo 1 de Umineko (não sei o quão longe eu fui, pra ser sincero. Devo ter jogado umas 4h mas como eu sou lerdo, não devo ter chego nem na metade), e isso é algo que eu consegui sentir.

O começo foi beeeeem lento. Até as coisas que pareciam ser "relevantes pro plot" (tipo os adultos discutindo "passiva-agressivamente" logo após chegar na ilha; a história da bruxa etc) foram devagar quase parando, e muitas vezes interrompidas pra voltar depois qdo vc já esqueceu doq eles tavam falando.

Assim, faz tempo pra caralho que eu comecei a jogar (sei lá, 2013?) e até hj o Zet me enche por nunca ter terminado lmao. Então é capaz de eu estar falando bobagem, tanto por memória falha como por mudança de personalidade com o passar dos anos.

Mas seu post realmente me intrigou um pouco, shadow. Essa parte do "motivo" do crime é algo interessante e que me chama a atenção. Acho que vou dar maior prioridade pra "terminar" (na real começar né) Umineko.

Quanto tempo de jogo deu pra vc, no total?

Difícil afirmar mas acredito ter sido mais de 150h juntando o jogo original e o Chiru. O pacing só é meio lento no início do EP1 e durante o romance do EP2, em algumas partes do EP4 e do EP6 e no meio do EP8. O resto do jogo é bastante fluído, o Banquet (EP3) já começa bem rápido, o End (EP5) já te joga em coisas boas logo de início e o Requiem (EP7) você quase não vê o tempo passar de tão bom que é.

E sim, o pacing é bem arrastado numas partes, mas as partes mais "devagar" também tem sua importância, e as partes menos "devagar" compensam muito. Esse começo do EP1 em especial eu curto bastante a treta dos irmãos lá com a herança e tal (aliás, Natsuhi melhor Ushiromiya) e depois que começam os crimes fica incrivelmente bom. E acho que só o EP4 demora tanto que nem o primeiro pra chegar nos murders por causa da side story da Ange.

Sobre o motivo, o jogo dá dicas do que seja mais de uma vez mas apesar dar um foco bem grande pra possíveis whydunit é bem difícil de descobrir qual é o verdadeiro antes da hora porque tem uma série de coisas que parecem mais "possíveis" que aquilo e as várias dicas de "quem é" são meio sutis e se confundem com outras, porque ele dá vários "motivos plausíveis" pra pessoas diferentes (fora que alguns dos truques com as Red Truths são muito injustos e tu só vai captar no final do EP6 ou início do EP7 o truque MAIS IMPORTANTE pra resolver o jogo). A melhor coisa que tu faz é ter mais de uma teoria de culpado, aliás. Eu tinha três e quando chegou no EP6 consegui reduzir pra uma. Ah, e como eu disse na parte em spoiler, em Umineko tem muita coisa metafórica e separar o que é real do que não é é meio difícil em algumas partes, além dos diversos red herrings típicos de mistérios, então fique atento pra eles. Mas garanto que dá pra descobrir o(s) culpado(s) e uma parte considerável do motivo no EP6 se você juntar todas as peças apresentadas até então em todos os episódios do jogo e for imaginativo o suficiente. No EP7 o jogo joga na sua cara quem é e se tu não pegar só no mangá mesmo.
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